04/07/2018

COREN-RJ participa de ato de protesto no Hospital de Bonsucesso

      A situação crítica por que passa o
 
 
 
A situação crítica por que passa o atendimento ao público no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) provocou a realização de um manifesto na manhã desta quarta-feira (04/07), na porta da unidade. Com déficit de pessoal e insumos insuficientes para realizar os procedimentos, o HFB ainda sofre com a superlotação de pacientes, com um aumento que chega a 150% da sua capacidade de atendimento, no setor de emergência. O Coren-RJ tem ajuizada uma ação civil pública para o saneamento das irregularidades e, ainda nesta semana, o Conselho fará um ato fiscalizatório complementar.
 
Ao lado de outras entidades representativas das categorias da saúde, a vice-presidente do Coren-RJ, enfermeira ME. Ana Teresa Ferreira de Souza participou do ato e também se reuniu- com profissionais da enfermagem do HFB a fim de atualizar as informações acerca dos problemas da unidade. A enfermeira responsável técnica do HFB, a enfermeira substituta-adjunta e a chefe da emergência confirmaram a Ana Teresa que há falta de seringas, antibióticos, luvas entre outros. Para compensar a deficiência dos insumos, várias unidades de saúde estão emprestando materiais.
 
“Segundo consta, houve um problema com a licitação dos insumos. O material está chegando, mas ainda em quantidade insuficiente”, informou a vice-presidente do Coren-RJ. Ana Teresa ainda recebeu queixas sobre a falta de médicos na emergência, um déficit que, por consequência, acaba por deixar os pacientes sem prescrição de medicamentos. Ana Teresa ratificou o procedimento correto da equipe de enfermeiros de não repetir a prescrição, que é proibida por se tratar de atribuição exclusiva do profissional médico. Ela orientou a equipe a não dispensar pacientes na emergência: todos estão sendo encaminhados diretamente ao atendimento médico, sem passarem pela classificação de risco.
 
A Emergência do Hospital Federal de Bonsucesso é nova, mas ainda não está funcionando por falta de pessoal, tanto de médicos quanto de enfermagem. Durante oito anos, os atendimentos foram realizados num container, enquanto duraram as obras. Por falta de profissionais das equipes, as salas vermelhas e amarelas permanecem fechadas e os pacientes sendo atendidos nas áreas de repouso feminino e masculino, e até no corredor “No dia de hoje, a emergência, que tem capacidade de 30 leitos, estava lotada com 48 pacientes”, constatou Ana Teresa.
 
O Coren-RJ ofereceu ajuda nas questões de contingenciamento, especialmente defendendo e orientando a enfermagem a proceder dentro das normas legais e éticas estabelecidas.



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