05/06/2018

Piso salarial em 30 horas – Coren-RJ entra com recurso contra liminar favorável aos patrões

A ação continua e o gigante da enfermagem está de

A ação continua e o gigante da enfermagem está de volta!

Enfermagem, não esmoreça!

A ação continua, embora essa liminar tenha sido favorável ao patronato. Os advogados do Coren-RJ não foram os únicos profissionais da esfera jurídica a representar a enfermagem fluminense no Tribunal de Justiça na manhã desta segunda-feira (04), pois o jurídico do SATEMRJ também peticionou na ação. Todos estamos voltados para garantir os direitos da categoria.
Os desembargadores concederam uma medida liminar suspendendo a aplicação da emenda, até que o processo seja julgado. A ação examina a constitucionalidade da emenda, que determina que o piso salarial regional seja pago para uma jornada de 30 horas a enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

Vamos seguir na luta! A participação da categoria é fundamental nesse momento!

Considerando que cabe recurso, e o jurídico do Coren-RJ, que trabalhou durante todo o feriadão em cima desta defesa, assessorado pela advogada do mandato da deputada Enfermeira Rejane, tornará a se debruçar e analisar as medidas judiciais cabíveis, para cassar a liminar e retornar à eficácia da Lei.

Ou seja: foi uma etapa e a ação ainda corre.

Porém, mais do que NUNCA, cada um desta categoria tem que cumprir a importante missão: apelar para a razão, sensibilidade e senso de justiça não só dos magistrados e desembargadores. Mais do que isto, temos que gritar muito alto para que nossas vozes sirvam de alerta à população – a vítima final de todo este processo desumano é o povo.

As pessoas precisam saber a VERDADE, o que se passa nos bastidores da saúde paga! A sociedade não pode mais ser enganada: é real o risco de qualquer paciente ser devidamente atendido pela enfermagem, pois os patrões trabalham com o mínimo do mínimo de pessoal para a assistência. O quadro profissional da enfermagem, maioria da saúde, está constantemente deficitário, tanto na saúde pública quanto nas instituições particulares. Este subdimensionamento de pessoal faz com que o trabalhador mal pago e depreciado pelo patrão, atue no limite de suas forças. Um ser humano em fadiga, dificilmente consegue desempenhar de forma eficaz e plena a sua função, podendo errar ou incorrer a um evento adverso. E o resultado poderá ser fatal…

Há ainda trabalhadores que são reféns da dupla função – ou realizam ou são demitidos -, e se submetem a executar certos procedimentos, sem terem competência para tal. Sim, falamos de técnicos atuando como enfermeiros ou sem a coordenação exigida do profissional graduado! E sabem por quê? Porque os barões da $AÚDE não admitem pagar o justo em uma jornada de qualidade de vida e, consequentemente segura, pois terão que contratar mais trabalhadores da enfermagem. Sim, os donos dos hospitais de luxo, estão pouco se lixando se o paciente vai ser bem atendido. Aquele no leito, que paga com sacrifício, através dos planos de saúde de preços escorchantes, não percebe que o dono do estabelecimento explora a maior massa funcional, aquela que deveria ser o seu maior patrimônio, pois é a classe que dá conta de levar adiante o “negócio” dele: a enfermagem.

Portanto, levantemos as nossas cabeças com coragem. Lembrem-se da nossa vitória em 2017 contra as arbitrariedades corporativas do Conselho Federal de Medicina, quando pretendeu-se retirar as prerrogativas técnico-profissionais da Enfermagem, impedindo a requisição de exames por enfermeiros no Sistema Único de Saúde (SUS).

DERRUBAMOS E DERRUBAREMOS!
O GIGANTE DA ENFERMAGEM ESTÁ DE VOLTA!




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