06/04/2018

Presidente do Coren-RJ alerta sobre a crise da Saúde no estado, em audiência pública na ALERJ

Em audiência pública na manhã de hoje (06/04), no auditório

Em audiência pública na manhã de hoje (06/04), no auditório da Alerj, discutiu-se as condições de trabalho dos profissionais da Saúde contratados por Organizações Sociais (OSs). Promovida pela Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Trabalho e Seguridade Social, a audiência reuniu profissionais, autoridades e entidades de classe, incluindo o Coren-RJ, representado pela presidente Ana Lúcia Telles Fonseca e pela primeira-tesoureira, Maria Lúcia Tanajura Machado.

À mesa, a organizadora do evento, deputada Enfermeira Rejane (PCdoB); o deputado Paulo Ramos (PDT); o procurador do Ministério Público do Trabalho, Alexandre Salgado; a enfermeira Talita Miranda de Souza (OS Instituto Gnoses); Diego Vieira Mendes (Secretaria de Estado de Saúde ); e o diretor jurídico da Os Hospital Maternidade Terezinha de Jesus, Pietro Sidote.

A presidente do Coren-RJ fez um indignado alerta sobre a situação de calamidade em que se encontram os trabalhadores da Saúde do Rio de Janeiro. Para a enfermeira, com 36 anos de profissão, as circunstâncias atuais são de extrema gravidade. “Estamos numa encruzilhada!”, afirmou Ana Lucia, arrancando palmas da plateia. Ana Lúcia seguiu em sua fala alertando para os riscos que correm os usuários da saúde pública:

– No Coren-RJ, a gente preza pela garantia de uma assistência livre da possibilidade do risco. A gente preza por penalizar e trazer para o trilho os profissionais com desídia de conduta. E como é que a gente faz se, o elementar das relações de trabalho estabelecidas, não estão sendo cumpridas: o pagamento dos salários, o pagamento das verbas. Entramos no bojo dessa maluquice, onde se perdeu a referência que é o usuário do SUS, que afinal de contas, somos nós, que elegemos quem transformou em caos o sistema de saúde deste país.

Profissionais da Saúde contratados pelas OSs, cujos contratos com o governo do estado foram rompidos, vêm sendo demitidos sem receber o pagamento das verbas rescisórias, assim como salários atrasados, 13º terceiro e férias. As novas OSs contratadas sem licitação, por sua vez, não se julgam responsáveis pelo passivo deixado pelas anteriores.




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