O presidente do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Manoel Carlos Néri da Silva, visitou a sede Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN-RJ), na quinta-feira (3 de julho) para ver de perto a situação da entidade, que está sob intervenção federal.
Néri vistoriou todos os andares, conversou com titulares e ficou decepcionado com o estado de abandono do prédio. "A sede do COREN-RJ precisa de uma reforma geral para acomodar melhor os titulares e mudar uma cultura de descaso administrativo. Afinal, o Conselho Regional do Rio é o segundo maior do país. Coloco o COFEN à disposição para ajudar no que for preciso”, afirmou o presidente do Conselho Federal.
A presidente da Junta Interventora do COREN-RJ, Rejane de Almeida, mostrou em detalhe a situação precária em que encontrou o prédio e enfatizou, ainda, a demora no atendimento aos profissionais da categoria. "Não é aceitável que os titulares percam um dia inteiro para obter a cédula profissional. Pagamos uma anuidade muita alta para sermos tratados com descaso", disse Rejane.

A Junta Interventora reuniu-se na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), onde o presidente do COFEN falou sobre alguns projetos, inclusive sobre as mudanças que as próximas eleições dos COREN´s sofrerão. Manoel Neri esclareceu sobre a escolha da Junta Interventora, tirou dúvidas e parabenizou a garra e a disposição das sete mulheres que assumiram o COREN-RJ.
O presidente do COFEN pediu, ainda, o apoio de toda a categoria à Junta Interventora. "Essas profissionais estão enfrentando muitos problemas, inclusive ameaças. No entanto, o processo democrático é fundamental querem dar transparência ao que acontece no Conselho Regional. Por isso estão levantando todas as irregularidades. É uma luta pela moralidade e valorização na nossa categoria", explicou Néri.
"Precisamos de apoio, ouvir o profissional e estarmos juntos para enfrentar essas dificuldades. Estarmos aqui reunidos é um marco histórico para enfermagem. Sindicatos, conselhos representantes da categoria e a Associação Brasileira de Enfermagem recebendo apoio do presidente do Conselho Federal de Enfermagem. Temos que abraçar esta oportunidade”, concluiu Rejane.
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