Nesta terça-feira (9) foi a vez do Rio de Janeiro dizer não ao ato médico. Profissionais da saúde, estudantes e dirigentes de conselhos regionais e de sindicatos protestaram na Cinelândia, a fim de chamar a atenção da população sobre os prejuízos causados pelo projeto caso seja aprovado no Senado. Durante o ato público, os discursos enfatizaram a perda de autonomia profissional e a restrição do acesso de pacientes a equipes multidisciplinares.
Para explicar como “o ato médico faz mal à saúde”, os manifestantes enfatizaram que o projeto 7706-C/2006 descaracteriza o princípio da integralidade da assistência garantido na Constituição de 88.
- O atendimento integral da população exige a participação e interação de todos os profissionais, como enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, entre outros preparados para avaliar e tratar os diferentes aspectos da saúde em suas respectivas áreas. Esse projeto afronta o SUS que preconiza o atendimento gratuito - assinalou a conselheira do COREN-RJ, Glória Carvalho.
A conselheira do Conselho de Enfermagem, Georgina de Freitas, denunciou que o projeto tem um vício de origem. Segundo ela, é um absurdo desregulamentar 13 categorias que representam mais de cinco milhões de profissionais para regulamentar o ato médico. “Os usuários devem ter o direito de escolher como e por quem querem ser atendidos”, frisou.
A manifestação foi encerrada com uma caminhada na Cinelândia, ao som de apitos e de uma banda de música. Além de dirigentes do COREN-RJ, participaram conselheiros do Conselho de Psicologia, de Assistentes Sociais e do Crefito-2 e representantes de entidades sindicais. A enfermeira Roseli Santos esteve presente ao ato com as conselheiras do COREN-RJ.
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